quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Homens Invisíveis *

 
 
P'la rua lá ia
Só e aos tropeções
A alma vazia
E o corpo em grilhões
 
Não houve vivalma
Em que tropeçasse
Nem boa alma
Que o ajudasse
 
Não que o não vissem
Que ele era encarnado
Mas por pressentissem
Carecer cuidado
 
Mas vinham com a boca
Cheia de orações
E com a alma oca
Pobres corações...
 
Outros, ilustrados
Nas coisas do mundo
Não esbanjam cuidados
Com um vagabundo
 
E enquanto Igrejas
E instituições
Esgrimem pelejas
Entre multidões
 
Passa um homem bom
Que lhe estende a mão
Sem ser por bom tom
Ou obrigação
 
Uma gota de água
No grande oceano
Lava toda a mágoa
E apaga o engano
 
 
Dezº 2012, sem assinatura

Sem comentários:

Enviar um comentário